Segunda-feira da XVII Semana do Tempo Comum



Padre José Luiz Nascibem - Paróquia São Benedito

Evangelho: Mateus 13,31-35
Em seguida, propôs-lhes outra parábola: “O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos”. Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. “O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa”. Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava, para que se cumprisse a profecia: “Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação”.
Palavra da Salvação.

Leitura: O que o texto diz?
No texto de ontem Jesus nos falou através das três parábolas: do tesouro, da pérola e da rede. Hoje ele profere sobre o Reino do Céu através das duas parábolas: a do grão de mostarda e a do fermento. O grão da mostarda é comparado ao Reino do Céu, que iniciado de forma tão pequena, sua hospitalidade seja universal. Jesus nos faz ver e sentir Deus em nosso cotidiano, nas pequenas situações diárias da vida. Há grande impacto do fermento na massa, assim como, nós podemos causar impacto em qualquer lugar onde estivermos, seja no trabalho, nas instituições de ensino, em nossos lares etc. Não é fácil do Reino ser conquistado, uma vez que precisamos ter humildade e esperança nas dificuldades para não perecermos, ou seja, a disseminação do Reino do Céu está dentro de cada um de nós e expressamos através de nossa vivência. O grão de mostarda é quase imperceptível, porém, uma vez plantado em nossos corações, vai crescendo e transforma-se em uma hortaliça, um arbusto, muito bem cultivado pelo agricultor Jesus. Mas sabemos que o terreno precisa ser fértil para germinar essa semente, necessitando que nosso coração esteja totalmente aberto para o amor de Jesus Cristo.

Meditação: O que o texto me diz?
Na oração do Pai Nosso, Jesus nos ensina a pedir “Venha a nós o vosso Reino”. Meditando sobre as parábolas, como você se sente agora? Um terreno fértil para o grão de mostarda, um fermento que deseja ardentemente ajudar na construção do Reino? Se algo te impede, peça a graça a Deus para que o Reino chegue à sua vida. Através de pequenas atitudes, inicie o seu crescimento. Permita-se reconhecer quantas coisas Deus já operou em você e agradeça. Se você está se sentindo limitado, lembre-se que Deus chama os fracos e os fortalece.

Oração: O que o texto me faz dizer?
O Senhor é o agricultor responsável por semear o grão de mostarda em nossos corações. Esse grão crescerá, transformará, sustentará e ainda dará abrigo. Suplique continuamente para que o Espírito Santo te dê coragem e vontade de seguir o Reino do Céu. Se seu coração ainda se encontra um pouco fechado, este é o momento de abri-lo em prol do crescimento do Reino. Siga o exemplo dos discípulos, que com os grãos de mostarda em seus corações, saíram para dar continuidade ao Ministério de Jesus e que, de forma quase invisível como o fermento, foram disseminando o Evangelho. Sinta firmeza e repasse-a ao Senhor para que ele possa te abraçar e andar junto com você em todos os momentos.

Contemplação: O que o texto faz em mim?
Neste momento em que a emoção te invade com as palavras de Jesus, acolha o plantio da semente em seu coração e deixe-a germinar. Jesus está te curando de tudo que você necessita para que a abertura de seu coração, seja solo fértil de sua Palavra. Lembre-se de quando a mãe de Jesus, falou: “ O Senhor fez em mim maravilhas”. Ele também fará em você, em sua vida. Deixe-o transformar você em grande árvore e ser um fermento de qualidade no Reino do Céu.

Ação: O que esse texto me faz agir?
Cheios do amor de Deus, desabrocha em nós o desejo pela germinação e disseminação do Reino. Que levemos esse amor de Deus aos demais, sem paradigmas, sem discriminações. Você tem grande capacidade para ajudar na construção do Reino, e, portanto, acredite nela, uma vez que repleto do amor de Deus, vem o despertar e o desejo de fazer o outro sentir esse amor.

Fonte: catolicoorante