Sexta-feira da Quinta Semana do Tempo Pascal



Padre José Luiz Nascibem - Paróquia São Benedito

Evangelho - João 15,12-17

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Disse Jesus: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros”. Palavra da Salvação.

Leitura: O que o texto diz?
Iniciemos a leitura de Jo 15,12-17 e retomemos o discurso de Jesus sobre o mandamento do amor. Depois de falar da importância de permanecer e guardar seus mandamentos, Ele deixa mais claro qual mandamento essencial a seguir: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
Mas como Jesus amou seus discípulos? Dando a vida pelos seus amigos. Junto com os discípulos escute uma das mais bonitas declarações. Jesus os chama não mais de servos, mesmo que na postura de Mestre e por tantas experiências que passaram juntos, os discípulos assim o vissem. Ele os chama de amigos, pois dá a conhecer sua vida e sua intimidade. Há uma profunda transparência nessa relação. Na dinâmica desse amor transbordante, Ele vai ao encontro de cada discípulo e o escolhe, mas não o discípulo que o escolhe Mestre, como era costume antigo. Além disso, Ele confia em cada um deles ao ponto de enviá-los para que produzam frutos e estes permaneçam. A experiência de amor entre Mestre e discípulos deve transbordar na relação entre os próprios discípulos, amando uns aos outros, sendo essa a marca do discipulado cristão.

Meditação: O que o texto me diz?
Retomando a leitura de Jo 14,1-12, permita a forte declaração de Jesus mexer no seu interior. Que palavras mais o tocaram? Como você sentiu sendo chamado não mais de servo, mas de amigo? Como isso repercute em sua relação com Jesus? Além de Salvador, Todo-Poderoso, Mestre, Filho de Deus e tantos outros títulos, o que o título de “Amigo” faz você enxergar? Como você se sente ao saber que foi escolhido, e que, o Mestre confiando em você, designou-o também para missão?

Oração: O que o texto me faz dizer?
Apresente ao Senhor pessoas que contribuíram com sua vida ou algum(uns) amigo(s). Perceba as marcas positivas que deixaram em você. Mas também apresente aqueles que deixaram algumas feridas, ressentimentos ou algum desentendimento ocorrido entre vocês. Na dinâmica de “amar uns aos outros”, isso será importante para que continue a caminhada mais livre. Na confiança de que Jesus é seu amigo, apresente também tudo aquilo que você ainda não consegue seguir. Peça a graça da perseverança diante do importante chamado que Ele faz a você. Como escolhido você é chamado a dar frutos de perseverança com o auxílio do Mestre que o acompanha.

Contemplação: O que o texto faz em mim?
Na certeza dessa verdadeira amizade entre Jesus e você, deixe a graça da escolha do Mestre por você invadir seu interior. Permita crescer o amor e a gratidão por esse chamado. O amai-vos uns outros como Jesus nos amou vai se tornando uma verdadeira motivação alicerçada em seu amor. Sinto o abraço do Mestre que te acolhe e te motiva a prosseguir adiante.

Ação: O que o texto me faz agir?
Permitindo a ação da Palavra de Deus em você, veja se já consegue fazer um gesto concreto ao seu próximo ou àquele(a) que te magoou. Um telefonema? Uma mensagem? Uma oração? Procure agir com naturalidade, embalado pelo Senhor, sem a pretensão de agir por obrigação.

Fonte: catolicoorante