Opinião - Pastoral da Comunicação Social

Aparecida Dalla Vecchia - coordenadora

Adentramos o mês de março e a Igreja Católica está vivendo o Tempo da Quaresma. A Quarta-feira de Cinzas marcou o início da Quaresma e da Campanha da Fraternidade, que teve início no ano de 1962. Desde então, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “propositalmente”, no tempo da Quaresma, aborda algum tema que leve os católicos a irem além. O cristão, o seguidor do Cristo, é tão ousado quanto Ele foi, enquanto esteve entre nós. Ele afirmava que não veio para trazer a paz. O cristão maturo, entende esse “não trazer a paz”.

Cristo veio nos propiciar a viver no amor. Nos trouxe o Caminho, a Verdade e a Vida. Assim, a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021, veio balançar a estrutura daquele que se diz cristão, porém não segue os ensinamentos do Pai por meio de Jesus. Vivemos em um mundo extremamente diversificado. Por vezes, aquele que acredita ser cristão, não o é, ou seja, é apenas um fundamentalista, entende que Cristo vivia como que dentro de alguma espécie de redoma, apenas cercado pelos seus pares ou por aqueles com os quais “o santo batia” e, não foi assim.

O ecumenismo proposto pela Campanha da Fraternidade, exige coragem e maturidade da parte dos católicos. Exige esses predicados, pelo fato de colocar “os pés no chão”, quebrar os grilhões, sair dos guetos/bolhas para acolher e entender o irmão que não professa a fé do mesmo jeito que professo. Acolher aquele que não pensa como eu penso ou como a igreja que sigo professa. Lembremo-nos do Cristo: - “Na casa de meu Pai, há muitas moradas”. Logo, se há muitas moradas nem sempre caberá nelas apenas aqueles que dizem: - Senhor, Senhor, sem se deixar moldar pelos ensinamentos que o Pai permite que chegue até nós, inclusive para nossa transformação.

Assim, essa Campanha da Fraternidade coloca o “dedo na ferida”, que em muitas situações, sequer estancou. Muitos até ocupam cargos dentro da Igreja, mas diante de algumas situações, não conseguem trabalhar com a realidade que se tem se apresentado na contemporaneidade. Assim, que aprendamos a escutar a voz do Senhor nesse tempo propício para nossa conversão. Orar dando assistência ao próximo, seja ele quem for. Jejuar daquilo que compromete nossa caminhada e que não nos permite compreender “as diferenças” existentes entre cada indivíduo, entre cada irmão que, muitas vezes, professam um credo distinto do nosso. Sermos misericordiosos/caridosos, como nosso Pai é para conosco. Quaresma, um tempo propício de conversão, de comunhão com o Pai e com nossos irmãos!

Maria Santíssima e São José rogai por nós! São Benedito, nos abençoe