EDITORIAL - MARÇO DE 2019

Março chegou, trazendo consigo o Tempo da Quaresma, que se inicia na Quarta-feira de Cinzas, dia 6, mais precisamente. No tempo da Quaresma a cor litúrgica passa a ser novamente o roxo. E por que o roxo? É uma cor que leva a introspecção, estimulando o contato com o lado espiritual, pois fica implícito um convite à reflexão.

E nunca se precisou tanto refletir como nos dias atuais. Para a Igreja Católica Apostólica Romana, o Tempo da Quaresma é um tempo propício para além da reflexão, fazer penitência, sacrificando-se o “eu” em prol do coletivo e chegando-se assim, mais próximo da conversão, ou seja, mudar o sentido da vida.
Oportunamente a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), no tempo da Quaresma lança a Campanha da Fraternidade com o tema: “Fraternidade e Políticas Públicas”, com o lema: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is. 1,27), trazendo uma proposta de reflexão, fazendo assim com que o católico cristão se sinta impelido a protagonizar e não apenas observar e ou criticar sem colocar o “dedo na ferida”.

A nação brasileira se encontra carente em seus mais diversos aspectos. Há milhões de brasileiros na linha da pobreza, milhões de analfabetos (funcionais ou não), sem acesso à educação, milhões sem a devida assistência médica ou infraestrutura, milhões sem emprego ou na precariedade. Os governantes/políticos ludibriando, mais uma vez a nação produziram uma “Reforma Trabalhista”, sem ter a coragem de promover uma “reforma tributária/fiscal”.

Agora vem o impacto da Reforma Previdenciária que, se não for bem debatida no Congresso e na sociedade, recairá sobre os pobres, sobre algumas categorias profissionais, como os professores, por exemplo, e, até inclusive para aqueles que acreditam ainda fazer parte da classe média. No entanto, não se toca no ponto nevrálgico da questão: se há esse “rombo”, com certeza não foi a população em geral que o praticou.

Eis aí o oportuno convite da CNBB, para que se aperceba o quanto nossos governantes martirizam o povo, pela ausência de políticas públicas. O imposto é cobrado. Entretanto, não está sendo aplicado onde deveria e ainda com a devida transparência. Nossos governantes e, isso desde antanho, não nos prestam contas como deveriam fazer, e como a Igreja sempre caminhou e deve, como Jesus Cristo, caminhar ao lado dos pobres, dos coxos, dos cegos, dos doentes, dos afastados, precisa tirar as vendas dos olhos do cristão, que deve protagonizar a política, para que “todos tenham vida plenamente”.

Na Paróquia de São Benedito, toda a comunidade já se encontra envolvida para a programação do Tempo da Quaresma, bem como para o calendário das penitenciais, bem como para a Semana Santa, que será comunicado oportunamente.

São Benedito, intercedei por nós! Mãe Aparecida, vinde em socorro da nação brasileira!

Aparecida Dalla Vecchia, coordenadora da PasCom